Linhas de Pesquisa

Linha 1: Poder, Espaço e Sociedade

A sociedade institui-se como o fundamento metodológico indispensável à proposição de categorias explicativas e à compreensão da dinâmica das temporalidades na pesquisa histórica. Sociedade que se delimita através dos enfoques e das interpretações do historiador, e que pressupões a perspectiva a partir da qual eles são traçados, sem que haja distinção relevante entre o campo específico do conhecimento que se constitui e o sujeito que conhece. Concebida assim, a partir dessa definição do campo social, a sociedade, que se pretende investigar pela ótica da historiografia, pressupões a especificidade do jogo de relações e posições que conduzem à configuração política e cultural, inscrita na experiência dos sujeitos, incluindo a dos próprio pesquisadores. A dupla vertente do enquadramento social como categoria de abordagem e condição da experiência histórica justifica e determina as investigações desta linha.

Corpo Docente

Profa. Dra. Andréa Lisly Gonçalves - História do Brasil Império. História de Minas Imperial. Religião. Escravidão. Alforrias.

Prof. Dr. Angelo Alves Carrara - História Econômica do Brasil. Fiscalidade. História Agrária.

Profa. Dra. Cláudia Maria das Graças Chaves - Império Luso-Brasileiro. América Portuguesa. Colônia. Minas Gerais. Comércio.

Profa. Dra. Luisa Rauter Pereira - Teoria e Filosofia da História. História das Linguagens e dos Conceitos Políticos no Brasil Oitocentista.

Prof. Dr. Francisco Eduardo Andrade - Mineração. Fronteira. Agropecuária. Administração e Governo no Antigo Regime, Metodologia da História.

Prof. Dr. Marcelo de Mello Rangel - Ensino de História. Teoria e Filosofia da História. História da Historiografia Geral Brasileira. História do Brasil Império.


 

Linha 2: Ideias, Linguagens e Historiografia

Esta linha pretende fomentar pesquisas a partir de três eixos decisivos, dada a centralidade que adquiriram. Tais eixos balizam uma grande diversidade de investigações e têm a vantagem de constituir matrizes integradas sem deixar de designar dimensões relativamente autônomas, permitindo ainda ricos questionamentos sobre as fronteiras que as ligam e separam. Ideias constituem modalidades de representação dotadas de significado e efetividade, caracterizadas por um esforço de elaboração, o que as distingue de ideias pré-teóricas por meio das quais apreendemos e interagimos no mundo da vida. A historiografia é aqui compreendida como as formas diversas pelas quis os grupos percebem a si mesmos em uma perspectiva temporal, inscrevendo tais percepções em linguagens também variadas. Por sua vez, a linguagem deve ser encarada não apenas como ferramenta de comunicação, mas também como instrumento capz de prefigurar a realidade histórica.

Corpo Docente

Prof. Dr. André de Lemos Freixo - História da Historiografia Brasileira. História Pública. Teoria e Filosofia da História.

Prof. Dr. Bruno Tadeu Salles - História das Ordens e Militares. História Medieval.

Prof. Dr. Fabio Duarte Joly - História Econômica e Social do Império Romano. Escravidão Romana.

Prof. Dr. Fábio Faversani - História Antiga. Roma Antiga. Principado Romano. Sêneca, Tácito e Petrônio.

Profa. Dra. Helena Miranda Mollo - História da Historiografia Brasileira. Teoria e Metodologia da Historia. História do Brasil Império.

Prof. Dr. Mateus Henrique de Faria Pereira - História Intelectual. História do Livro e da Leitura, Teoria e História da Historiografia do Século XX. História do Tempo Presente. Memória, Anistia e Representações do Passado. Ensino de História.

Prof. Dr. Sérgio Ricardo da Mata - Pensamento Histórico e História das Ideias na Alemanha (sécs. XIX-XX). Religião e Modernidade.

Prof. Dr. Valdei Lopes de Araujo - História da Historiografia Brasileira. Teoria da História. História dos Conceitos.


 

Linha 3: Poder, Linguagens e Instituições

A análise dos vários tipos de linguagem tem levado à necessidade de se superar as dualidades entre significado e dimensão material, e estruturas e práticas. Ressalte-se que as representações não implicam reflexos, mas invenção: percepção e significação ocorrem a um só tempo e, portanto, a produção de sentido não é operação passiva. Aqui são decisivas as apropriações, que ocorrem em meio a estruturas de linguagem partilhadas e controladas socialmente. A compreensão de que matéria e representação se articulam numa instância única, na qual se forjam relações de poder, demanda que se concebam as fontes como coisas, superando-se ainda a dualidade entre forma e conteúdo. Ademais, os modos de representação engendram instituições que variam historicamente e são orientadas por regimes discursivos. Tais considerações abarcam tanto o uso amplo do conceito – a instituição é tudo o que é instituído -, quanto usos mais específicos que referem o Estado, o direito, a escola etc

Corpo Docente

Prof. Dr. Álvaro Antunes - História do Brasil Colônia. História de Minas Gerais. História da Educação. História do Livro e da Leitura. Direito, Administração e Prática da Justiça.

Profa. Dra. Ana Mônica Henriques Lopes - História e Literatura Africana.

Prof. Dr. Arnaldo José Zangelmi - Movimentos Sociais. Identidade e Memória. História Oral.

Prof. Dr. Jefferson Queler - História do Brasil República. Imagem. Política. Propaganda.

Prof. Dr. Luciano Magela Roza - Ensino de História. História e Educação. História Afro-Brasileira.

Prof. Dr. Luiz Estevam de Oliveira Fernandes - História da América. História dos Estados Unidos. Crônica. Historiografia. Vida intelectual no século XIX.

Prof. Dr. Marcelo Santos de Abreu - Historia dos Regionalismos. Usos públicos do Passado. História das Comemorações. Ensino de História.

Prof. Dr. Marco Antonio Silveira - História do Brasil Colônia. História de Minas Gerais. Justiça e Administração, Historiografia.

Prof. Dr. Mateus Fávaro Reis - História da América Hispânica Republicana. História dos Impressos. História intelectual e História dos Intelectuais.

Profa. Dra. Virgínia Albuquerque de Castro Buarque - História do Cristianismo. Antropologia da Teologia Contemporânea. Ensino de História.